No último verão por aqui fizemos uma viagem de 15 dias pela Sicília, a maior ilha do Mediterrâneo, localizada no sul da Itália. Era um lugar que já queríamos conhecer há muito tempo e, depois de trabalhar todo o verão em Paris, conseguimos partir em setembro — e comemorar o meu aniversário!
A Sicília é um mundo dentro da Itália. Em uma mesma viagem encontramos cidades milenares, paisagens áridas, praias paradisíacas e muita, muita comida boa. Também percebemos desigualdades e problemas de infraestrutura, mas reduzir a ilha apenas a isso — ou à história da máfia — não dá conta da diversidade cultural e natural que vimos.

Quinze dias podem parecer muito, e no início eu ainda tentei incluir outras regiões. Um amigo italiano do Renan já tinha avisado que era melhor reservar uma viagem só para a Sicília. Ele estava certo: mesmo com 15 dias, não conseguimos dar a volta na ilha.
Decidimos incluir a maravilhosa ilha de Lampedusa, no Mediterrâneo e já perto da Tunísia. Isso tomou uma parte importante da viagem e fez com que nosso roteiro se concentrasse no oeste, no sul e nas ilhas. Não é um percurso para conhecer “toda a Sicília”, mas é exatamente a viagem que fizemos.
Resumo do roteiro de 15 dias pela Sicília
- Dias 1 a 4: base em San Vito Lo Capo, com um dia na praia e bate-voltas para Cefalù e Agrigento + Scala dei Turchi;
- Dias 5 a 8: Lampedusa;
- Dia 9: retorno a Palermo e deslocamento para Trapani;
- Dias 10 a 14: Favignana;
- Dia 15: retorno a Trapani, ônibus para o aeroporto de Palermo e voo para Paris.
Este é um roteiro intenso. Cefalù fica a leste de Palermo, enquanto Agrigento está ao sul; fazer os dois passeios a partir de San Vito Lo Capo aumenta bastante o tempo na estrada. Funcionou para a nossa viagem, mas, se você quiser um ritmo mais leve, considere mudar de base em vez de repetir trajetos longos.
Clique na imagem para ver o mapa maior.
Roteiro dia a dia pela Sicília
Dias 1 e 2: Palermo, estrada e San Vito Lo Capo
No primeiro dia, voamos de Paris para Palermo, alugamos um carro no aeroporto e seguimos para San Vito Lo Capo. O segundo dia foi dedicado à praia e à cidade, sem deslocamentos longos.
Dia 3: bate-volta a Cefalù
Saímos de San Vito Lo Capo para conhecer Cefalù. É um trajeto longo para um bate-volta, então vale sair cedo, verificar o trânsito e decidir se a cidade merece uma noite no seu próprio roteiro.
Dia 4: Agrigento e Scala dei Turchi
Fizemos outro dia intenso, combinando Agrigento e a Scala dei Turchi, a falésia branca próxima a Realmonte e Porto Empedocle. Acesso, estacionamento e áreas permitidas podem mudar para proteger o local; consulte as orientações oficiais antes de ir.
Dias 5 a 8: Lampedusa
No quinto dia, devolvemos o carro em Palermo e voamos para Lampedusa, onde ficamos até o nono dia. A ilha tem praias e águas impressionantes, e foi uma das razões para não tentarmos percorrer também o leste da Sicília. O portal oficial Visit Sicily reúne uma introdução aos atrativos de Lampedusa e Linosa.
Dia 9: Lampedusa, Palermo e Trapani
Voamos de Lampedusa para Palermo e seguimos de ônibus até Trapani, onde dormimos uma noite. Esse é o dia mais sensível a horários e conexões: deixe margem entre o voo e o ônibus e confira os bilhetes da sua temporada.
Dias 10 a 14: Favignana
No décimo dia, pegamos o ferry ou aliscafo de Trapani para Favignana e ficamos cinco noites. A maior das Ilhas Égadas é ótima para praias, mergulho e passeios de bicicleta. Cala Rossa foi um dos cenários mais bonitos da viagem.
Os horários marítimos variam conforme o período e as condições do mar. Consulte as tabelas atuais da companhia e não planeje uma conexão apertada no mesmo dia de um voo.
Dia 15: Favignana, Trapani, Palermo e Paris
No último dia, fizemos a sequência ferry de Favignana para Trapani, ônibus até o aeroporto de Palermo e voo para Paris. É uma combinação com várias etapas; hoje eu reservaria uma margem generosa e avaliaria dormir perto do aeroporto se o voo fosse cedo.

Como se locomover na Sicília
Usamos avião, carro, ônibus e ferry nessa viagem. Para o recorte oeste e sul que escolhemos, o carro deu liberdade para os bate-voltas e foi essencial para o ritmo do nosso roteiro. Isso não significa que seja sempre a melhor opção: cidades maiores têm trem e ônibus, e dirigir envolve estacionamento, pedágios e possíveis zonas de tráfego limitado nos centros históricos.
Os trens não cobrem todas as áreas com a mesma facilidade, mas podem fazer sentido em rotas específicas. Compare o tempo total, as conexões e o local da hospedagem antes de decidir. O portal oficial da Sicília apresenta as principais formas de chegar e circular pela região.
Transporte em Lampedusa e Favignana
Nas ilhas há aluguel de bicicletas, scooters e outros veículos, mas a entrada de veículos de não residentes pode ser restringida em determinados períodos. As regras não são idênticas em Lampedusa e Favignana e mudam de uma temporada para outra. Em Favignana, a bicicleta é uma ótima escolha para grande parte do território; em Lampedusa, avalie distâncias, calor e o tipo de estrada.
Antes de copiar este roteiro
- confira horários sazonais de voos, ônibus e ferries;
- evite conexões curtas entre transporte marítimo e aéreo;
- verifique as regras de acesso e estacionamento nas atrações naturais;
- avalie trocar de hospedagem para reduzir os bate-voltas;
- reserve dias de praia com alguma flexibilidade para vento e mar.
O nosso roteiro foi construído em torno de Lampedusa e Favignana. Quem prefere sítios arqueológicos, cidades barrocas ou o Etna provavelmente deve distribuir os 15 dias de outra forma. A Sicília pede escolhas — e foi exatamente por isso que nosso amigo italiano tinha razão ao dizer que uma única viagem não seria suficiente.







